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5 Símbolos que mudaram de significado com os anos

Símbolos! Nós convivemos com eles todos os dias, afinal, muito mais que “simples desenhos” os símbolos carregam consigo um significado muito forte em cada cultura em que eles são criados. É a mais pura respresentação da frase: “Uma imagem vale mais que mil palavras”, aliás, muitos deles fazem parte de um “vocabulário global” (como é o caso dos emojis) e portanto auxiliam na comunicação até mesmo entre pessoas de culturas muito distintas, enquanto outros fazem parte apenas de certas culturas de forma isolada (como os hieróglifos egípcios).

Bem, hoje iremos trazer algums símbolos conhecidos por todo o mundo, que tiveram os seus significados originais alterados com os anos. Estás pronto para isso? Então venha connosco!

A Cruz de Santo António

Cruzes de Santo António

Sem dúvidas que este é um símbolo muito conhecido pelo mundo, afinal, todos o conhecemos como o símbolo do Cristianismo. A cruz é geralmente associada à vida de Jesus Cristo, a ressurreição e a vida eterna. Mas tu sabias que ela já teve outro significado?

Segundo o The Illustrated Bible Dictionary, ou “O Dicionário da Bíblia Ilustrada”, a Cruz de Santo António foi moldada como uma letra T, que deriva do símbolo do Deus babilônico Tammuz. A Cruz foi ainda usada no Egípto, na Síria, na China e na Índia.

Durante o Império Romano, a cruz foi usada como forma de perseguição à soldados desgraçados, activistas políticos e escravos, e com isso, o símbolo que tinha um significado obscuro em sua volta, passou a ser conhecido como um símbolo de perseguição, racismo e de violência.

A Suástica

Bandeiras nazistas com a Suástica

É o símbolo mais odiado e censurado em todo o mundo uma vez que este símbolo é diretamente associado ao Regime Político Alemão que sob comando de Adolph Hitler, foi responsável pela morte de Judeus por quase toda a Europa Ocidental: o Nazismo, assim como o Fascismo entre os anos 1920 e 1945.

É sem dúvida o símbolo de um dos piores eventos da Humanidade. O símbolo foi usado por Hitler para representar a sua crença pela “Antiga Raça Ariana”.

É claro que essa história não acabou muito bem, uma vez que este símbolo foi banido e é proibido na Alemanha, assim como em vários lugares do mundo, e é a memória de um holocausto, medo e exterminação.

Nem sempre esse símbolo foi visto com maus olhos, na verdade, em sânscrito, a palavra suástica (su: bom e asti: prevalecer) pode ser traduzida para bem-estar, sendo um símbolo sagrado em algumas religiões orientais como:

Budismo: nesta religião ela é conhecida por manji em japonês e é usada para simbolizar as “pegadas de Buddha”;

Jainismo: diz-se que ela simboliza um “professor espiritual”

Hinduísmo: Para os Hindus, ela representa “tudo o que vem em número quatro”: as quatro yugas ou tempos cíclicos, os quatro propósitos ou objetivos da vida, as quatro fases da vida, as quatro Vedas.

Em algumas partes da Índia, “Swastika” é usado como nome de raparigas. Além disso, a suástica foi usada na Grécia Antiga, na Roma Antiga, foi usada pelos Celtas e Anglo-saxónicos (Aqueles países do Continente Americano que têm como idioma principal, o inglês).

No passado, o símbolo foi ainda usado para expulsar maus espíritos e até como símbolo de fertilidade.

Monumento de um elefante com o símbolo da suástica em uma fábrica da Carlsberg

O símbolo ainda apareceu em uniformes de equipas canadianas de hóquei, nas garrafas de cerveja da Carlsberg e até em propagandas da Coca-Cola no início do século XX, até ser mais tarde símbolo do regime Nazista.

Como vês, são muitos os significados que este símbolo tem em diferentes culturas e religiões, se quiseres que falemos dele em um artigo, deixe na aba dos comentários!

Caveira e Ossos cruzados

Stop! Perigo! Estas são as palavras que costumamos ver acompanhando o símbolo com uma caveira e ossos cruzados, estando geralmente em frascos que contenham substâncias químicas que possam ser tóxicas ou nocivas à saúde de qualquer ser vivo.

É também usado para representar morte, ou perigo de morte, em locais com explosivos ou com animais ou plantas que possam causar graves problemas a saúde de qualquer ser humano ou mesmo causar a morte.

Bem, conta-se que durante a Idade Média, os Cavaleiros Templários criaram o símbolo para honrar seu mestre que teria sido queimado vivo em uma perseguição.

Já no século XIV, a caveira e os ossos cruzados eram marcados nas entradas dos cemitérios espanhóis e em tumbas, como forma de recordar as pessoas acerca das fragilidades da vida.

O símbolo passou a ser associado aos piratas por causa da bandeira de Jolly Roger que foi usada pelos piratas como um símbolo de terror durante séculos.

Costuma-se dizer que a bandeira preta nos navios piratas significava que eles iam deixar ¼ das tripulações dos navios atacados, já as vermelhas sinalizavam que os piratas não iam poupar vidas.

O Tridente

Deus grego Poseidon com o seu Tridente

Pronto! Tu e eu sabemos que o tridente não é tão bem-visto pelas pessoas religiosas, pois é associado ao Diabo, principalmente nas comunidades cristãs. Sabias que antes disso, o tridente já até foi um símbolo sagrado?

Se tu gostas de mitologia grega, ou super-heróis, tu provavelmente já viste esse símbolo ou instrumento a ser usado por um Deus da Mitologia Grega: Poseidon, o Deus do mar.

O tridente aparece sempre ilustrado como um instrumento ou arma que representa poder e autoridade estando sempre nas mãos de uma poderosa divindade. Durante os séculos XVII e XVIII, ele foi usado como arma nas artes marciais coreanas da Dinastia de Joseon.

O Caduceu

A esquerda: O bastão de Asclépio, e a direita: O caduceu

Tu certamente já viste esse símbolo em algum lugar, até porque ele faz parte do logo da OMS, e é usada em várias organizações médicas. O Caduceu remete a um símbolo de cura e recuperação.

Geralmente é ilustrado com asas, onde podemos ver duas serpentes enroladas nele. Entretanto, o uso deste símbolo em um contexto medicinal pode ser um grande erro.

Na Mitologia Grega, o Caduceu é o símbolo de Hermes, que é o Deus patrão dos mercadores, viajantes e ladrões [algo que está bem longe da medicina]. Na verdade, o Caduceu foi confundido com o bastão de Asclépio – Deus Grego da cura e da medicina, o bastão de Asclépio é representado apenas por uma serpente enrolada nele, sem nenhuma asa no símbolo.

Mas a confusão tem um nome: o Corpo Médico do Exército dos Estados Unidos, que usou o símbolo de Caduceu como símbolo de neutralidade, tendo inspirado diversas organizações médicas a usarem o símbolo nos seus emblemas.

Como pudeste ver, todos estes símbolos que te trouxemos hoje, tinham um significado na sua origem, diferente do que eles têm hoje. Mas dos que apresentamos hoje, qual te surpreendeu mais? Deixe nos comentários!

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